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[REVIEW] O mundo da pirataria em Sea of Thieves!

Imagine desbravar os sete mares a bordo de um navio junto com os seus amigos, procurando pelos mais diversos tipos de tesouro e enfrentando as mais temíveis criaturas. Pois é isso que Sea of Thieves, novo exclusivo da Microsoft, oferece aos seus jogadores.

O game desenvolvido pela Rare simula as ambiciosas navegações feitas na época dos piratas, trazendo um ambiente totalmente imersivo e que deixa o jogador a sua própria sorte. Os fãs de Piratas do Caribe certamente irão se interessar pelo o que o jogo oferece, afinal, quem não gostaria se aventurar por aí em um navio pirata e se tornar uma lenda dos mares?


História

Primeiro de tudo, Sea of Thieves não precisa de um modo história, de fato. O jogo permite que o jogador crie sua própria história, oferecendo desafios que podem ser completados do jeito que ele bem entender.

Assim como na vida real, você começa sem praticamente nada a seu favor, acordando em um porto qualquer com o seu barco encorado. A partir daí, o jogador precisa decidir quais objetivos ele terá dentro do jogo, como procurar um tesouro escondido, capturar animais silvestres para vender, velejar por aí sem destino e enfrentar tempestades gigantes ou simplesmente encher a cara de rum e sair atacando outros navios como verdadeiros piratas.

O game te possibilita tudo isso, uma vez que não existe um objetivo final dentro dele. Apenas missões que basicamente pedem para o jogador navegar até uma ilha próxima ou distante, pegar o que precisa e voltar para vender. Esse ponto em si, deixa o jogo um pouco “repetitivo” demais, pois para se tornar um pirata de nível Lendário, é necessário muitas horas completando essas missões. Porém, o jogo não oferece um sistema de recompensas interessante, já que a maioria dos prêmios são apenas “itens cosméticos” não aumentam seu poder de fogo e nem melhoram muito seu navio.


Jogabilidade

As primeiras horas de jogo servem mais como aprendizado, já que é necessário primeiro aprender a controlar seu navio e conhecer os requisitos básicos para a navegação, como baixar e subir as velas no tempo certo, se atentar a direção do vento para assim ganhar velocidade e claro, usar o timão para controlar a direção. Depois disso, fica tudo mais fácil.

Toda vez que você loga, o game te dá a opção de ser juntar a outros três piratas em um galeão ou buscar a vida bucaneira solitária a bordo de seu navio, acompanhado apenas dos 5 NPCs que te seguem por aí. Só que, independentemente da opção escolhida, você sempre terá que lidar com outros jogadores.

Jogar Sea of Thieves sozinho é legal, mas bem mais difícil e menos prazeroso do que com amigos. A ajuda torna tudo mais rápido de fazer como subir uma âncora ou arrumar as velas. Até realizar missões com ajuda é melhor, mas para que o objetivo seja alcançado, todos os jogadores precisam ajudar, não tem essa de só “colocar o nome no trabalho”.


Gráficos

Não tem como falar de Sea of Thieves e não mencionar a beleza dos gráficos do jogo. A Rare, famosa por games como Donkey Kong e Banzo-Kazooie, realmente caprichou e o tom cartunesco do jogo é realmente algo muito legal. Foi nessas partes de gráficos, que a desenvolvedora melhor conseguiu trazer seu toque pessoal para o jogo.

E o que falar dessa água do jogo? Simplesmente sensacional. A maior parte do mapa do game é feita de água, com o jogador passando a maior parte de suas aventuras em alto mar. O interessante é que o mar reage como se fosse de verdade e se comporta como tal. Dependendo da direção e força do vento, você tem desde um mar calmo até um revolto, com ondas gigantescas, principalmente em meio a tempestades caóticas.

Além disso temos as ilhas do jogo, que podem ser bem pequenas, compostas apenas por faixas de areia que quase não conseguimos ver durante a navegação ou imensas, com grandes montanhas e rochas e, obviamente, são bem mais fáceis de serem encontradas.

Nenhuma é igual a outra em termos de relevo e de vegetação. Todas as ilhas e suas construções são incrivelmente detalhadas e animadas, um trabalho que a Rare sabe muito bem fazer. Combinado com efeitos de luz e de sombra, a qualidade gráfica do game se sobressai em todos os momentos. Tudo acaba ficando mais bonito tanto no nascer, quanto no pôr do sol, com cores e efeitos incríveis.


Trilha Sonora

O game em si não possui uma trilha sonora forte, já que o foco do mesmo é o som ambiente do próprio jogo. Como numa verdadeira aventura o som do vento, a barulho das ondas, o ranger das velas ditam a “sinfonia” da vida em alto mar. Quase não existe música dentro de Sea of Thieves, em uma fórmula no qual os sons ambientes imperam. Mas isso acaba sendo interessante, de alguma forma, pois deixa o jogador mais atento ao que acontece dentro do jogo e precavido, caso um perigo esteja se aproximando (como é o caso do Kraken que existe no jogo).


Experiência

Por ser um jogo completamente online, Sea of Thieves oferece alguns recursos muito interessantes e inovadores. O fato do game ser jogado “ao vivo”, possibilita uma interação maior com as outras pessoas, criando assim uma verdadeira comunidade de jogadores.

Outro trunfo da Rare é a liberdade que se tem para fazer o que quiser no jogo. A expectativa do que se pode acontecer dentro do jogo deixa os jogadores muito atentos ao que se passa no barcos de outros jogadores. O microfone viabiliza a comunicação de quem está ali, criando aquela atmosfera da barreira linguística da época e a tentativa de descobrir de onde aquela pessoa é e o que ela pretende dentro do jogo.

Porém, essa liberdade do jogo, pode acabar se tornando um problema mais pra frente. Uma vez que o game simula a época dos piratas, antigamente era “comum” ter medo de ser atacado enquanto você velejava, principalmente pela questão de existirem pessoas mal intencionadas navegando pelos sete mares. E isso basicamente acontece hoje em dia, dentro do jogo. Claro, o jogo é voltado para práticas de “pirataria”, mas o problema é quando esses “trolls” acabam atrapalhando a experiência do outros jogadores.

Em resumo, Sea of Thieves é uma experiência única de um game que foge do padrão do mercado, que consegue ser atrativo para todas as idades e que une pessoas para a cooperação dentro do jogo. Fica a expectativa de que a Rare consiga melhorar o sistema de recompensas e também incluir novos desafios dentro do jogo, assim como foi feito em jogos originalmente “mornos”, como Destiny e The Division. 

Luiz Vasconcelos
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