quinta-feira, janeiro 23, 2020
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[REVIEW] Voltando aos tempos áureos com Final Fantasy XII: The Zodiac Age!

O ano era 2006. Começava a era de declínio do Playstation 2. No entanto, essa mesma época trouxe alguns jogos memoráveis, em especial a 12ª versão de Final Fantasy, a aclamada franquia de JRPG da Square Enix.

Na época, Final Fantasy XII foi um verdadeiro “divisor de águas” da franquia, trazendo uma história mais densa e séria, cheia de conflitos políticos e traições (muito antes disso virar moda). O gameplay também fora completamente remodelado, com a abolição do clássico sistema de combate em turnos, e com a introdução do sistema de Gambits, onde era possível programar determinadas ações para os personagens.

Desde então, 11 anos se passaram, e o agora clássico retorna ao Playstation 4, mais bonito do que nunca. Além de texturas adaptadas à alta definição e suporte a troféus, Final Fantasy XII: The Zodiac Age traz diversas melhorias técnicas, como o áudio 7.1, e opção para acompanhar a dublagem original, em japonês.  A trilha sonora também foi retrabalhada, com novos arranjos orquestrais. Porém, a maior adição feita nesta nova versão é o sistema de Zodiac Job System.

Este sistema foi implantado inicialmente em 2007, em Final Fantasy XII International:  Zodiac Job System, sendo lançado exclusivamente no Japão. Com ele, podemos assignar classes específicas para os personagens, como Arqueiro ou Cavaleiro.

Cada classe tem características e equipamentos únicos, bem como vantagens de desvantagens distintas (um cavaleiro não pode usar magias, por exemplo). Assim, o jogador se vê obrigado a planejar melhor sua equipe, e pensar em estratégias para enfrentar os inimigos mais poderosos, e ao mesmo tempo adiciona (e muito) valor ao replay.

Uma outra adição interessante é o modo Trial, onde o jogador enfrenta 100 estágios de inimigos cada vez mais fortes. O esforço vale a pena, já que as recompensas são substanciais e, o melhor de tudo, podem ser transferidas para o jogo principal. E, para os apressadinhos de plantão, o jogo apresenta um “turbo mode”, onde é possível dobrar ou até quadruplicar a velocidade do jogo, fazendo com que o processo de Grinding (ganho de níveis) ou Farming (busca por itens raros) seja menos tedioso.

Com essas adições, The Zodiac Age é muito mais do que uma simples remasterização, e com certeza é uma aquisição obrigatória para os fãs da versão original. Para os que ainda não conhecem, mas gostam de um bom RPG, vale muito a pena!


NOTA: 9,5/10 (tirei meio ponto porque eliminaram o Sky Pirates Den…)

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